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Amor e gratidão - 2

Terça-feira, 03.05.11

 

Estes sentimentos são essenciais para lidar com a vida e o mundo. Quem não os alimenta e acarinha é facilmente engolido pela voracidade de uma época superficial e artificial. Sim, vivemos numa época de imaturos emocionais que querem o céu com métodos infernais, que não sabem esperar, inquietos, indecisos e confusos. 


O amor adulto nada exige e nada impõe, não é calculista, manipulador, possessivo, porque isso é a negação do próprio amor. 

O amor é o melhor antídoto para a solidão, a sensação de não-pertença, de rejeição. E é a melhor receita para a saúde e bem-estar.

Mais, o amor adulto é a melhor via para a realização pessoal de cada um, pois promove precisamente a liberdade de se ser quem se pode realmente ser, para lá de todas as nossas limitações ("amor intencional" de Jacob Needleman, em "O Pequeno Livro do Amor" - Bizâncio).

Quando se fala de amor fala-se de liberdade, é a fórmula natural. Leiam ou releiam "1984" de George Orwell e verão que está lá tudo. 

 

Numa fase tão difícil como a que estamos a viver colectivamente, que nos toca de perto, o amor tem um papel fundamental na coesão de grupo e de comunidade. E é a melhor base para a construção a partir dos destroços. Amor baseado no respeito por nós próprios em primeiro lugar. Amor baseado no respeito pela vida. Amor baseado no respeito pelos que nos rodeiam.

A gratidão entra logo no início, na primeira respiração, no primeiro grito. No início de uma nova vida. A partir daí, gratidão como forma de vida: pelo que nos sabe bem e pelo que nos sabe mal, pelas sensações agradáveis mas também pelas sensações desagradáveis. Aceitar tudo filosoficamente. Tudo faz parte de um percurso, de um caminho. E aprender com as diversas experiências e interacções. Aprender sempre. Com infinita gratidão.

 

 


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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 09:55

Amor e gratidão - 1

Domingo, 17.04.11

 

Coloquei desde sempre estes sentimentos essenciais no topo de todos os outros: amor e gratidão. E não apenas em relação às pessoas que comigo coincidiram num espaço-tempo, desde os mais próximos, os que primeiro amei e conheci (ou pensei conhecer). Também em relação à própria vida, só porque sim, respirar fundo quando se abrem janelas pela manhã, caminhadas entre árvores, o calor do sol primaveril na pele, a água tépida de um lago,  a luminosidade que se altera, os sons, os cheiros... 

 

Este é um exercício vital para todas as idades: passear em jardins botânicos, históricos ou actuais, organizados ou desordenados, voltar a fazer piqueniques, voltar a esse encontro com as coisas simples como preparar um lanche. Aqui voltarei com receitas, desta vez para lanches ao ar livre.

 

 


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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 09:48








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